Vasco indica o Engenhão para o clássico e Urubu não aceita; MPRJ e Polícia Militar devem recomendar o uso do Maracanã
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Militar (PM-RJ) receberam nesta terça-feira a sinalização do Vasco com a intenção de tirar o clássico contra o Flamengo do Maracanã, pelo Brasileiro, no dia 29, mas devem recomendar a utilização do estádio por questões de segurança, como foi feito para o jogo entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana.
Após a indicação do Vasco para utilização do Nilton Santos, o Flamengo entrou no circuito para avisar que não aceitará a troca justamente pelo fato de o Maracanã ter sido cedido ao Vasco via Justiça, e o argumento ter sido que o estádio oferece a melhor condição de segurança. Os clubes agora se movimentam nos bastidores junto à CBF, que precisa confirmar o local da partida.
Contrato para uso do Maracanã volta à cena
O troco do Vasco se deve a um memorando de entendimento que previa jogos no estádio e não foi assinado pelo consórcio Fla-Flu Serviços no ano passado, apenas pelas diretorias de Fla e Flu. O acordo somente apalavrado perdeu força. O consórcio citou essa situação em resposta à Justiça quando o Vasco pediu para enfrentar o Vitória e Boca.
Só que o documento de 2025 previa que os jogos entre Vasco e Flamengo pelo Brasileiro seriam no Maracanã, com público meio a meio, e o mandante faria a operação de venda de ingressos. No primeiro turno, o Flamengo cedeu o setor sul para o Vasco e usufruiu do acordo. O documento assinado parcialmente prevê que o Vasco, agora como mandante, ceda o setor Norte do Maracanã ao Flamengo, e a bilheteria seja dividida meio a meio no jogo do dia 28 de outubro.
A alegação de falta de validade para o consórcio liberar o Maracanã faria o Vasco ignorar também o acordo. Acontece que a diretoria do clube utilizou esse contrato como argumento para a Justiça do Rio determinar a liberação do Maracanã para o jogo contra o Boca Juniors.
Fonte: O Globo