O Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEDEST/MPRJ) instaurou, na quarta-feira (26/08), inquérito civil para investigar a possível superlotação em alguns setores do Estádio do Maracanã durante jogos de futebol que tiveram como mandantes o Clube de Regatas do Flamengo e o Fluminense Football Club. Os dois clubes são sócios da empresa Fla-Flu Serviços S.A., que administra o estádio.
A portaria de instauração do inquérito civil destaca que, entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, foram identificadas partidas com indícios de que o número de ingressos emitidos para determinados setores pode ter superado a capacidade dos locais.
Em ofícios encaminhados aos dois clubes, à Fla-Flu Serviços, ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios da Polícia Militar (Bepe), às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis pela comercialização e logística de ingressos, e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), o GAEDEST/MPRJ pede esclarecimentos sobre o número total de ingressos emitidos para as partidas analisadas, incluindo vendas, cortesias e gratuidades, discriminados por setor, assim como sobre o número de ingressos efetivamente utilizados, correspondente ao número de pessoas presentes no estádio, também discriminado por setor.
Além disso, o MPRJ questiona se há justificativa técnica para as discrepâncias observadas entre o número de ingressos disponibilizados para cada setor e o acesso de um número de pessoas superior à capacidade de público dos respectivos setores em cada uma das partidas sob análise.
No documento, o GAEDEST/MPRJ ressalta que a investigação tem como base o acompanhamento e a fiscalização da política de público nos estádios, que visam garantir a segurança do torcedor no interior das arenas esportivas, em especial no que se refere à observância da capacidade máxima de público permitida em cada setor.
As respostas deverão ser encaminhadas ao MPRJ em até 15 dias para a continuidade da análise dos dados e da investigação.
Fonte: MPRJ