Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Renato Gaúcho após Vasco 3 x 0 Barracas Central
Quarta-feira, 27/05/2026 - 22:03
O Vasco assegurou um lugar nos playoffs da Sul-Americana ao bater o Barracas Central por 3 a 0 nesta quarta-feira, em São Januário. Em entrevista coletiva ao fim do jogo, no entanto, predominaram perguntas sobre os bastidores da derrota para o Bragantino no jogo anterior e os protestos da torcida contra o treinador.

Um clima tenso se instalou em São Januário durante o revés do fim de semana. Renato terminou o jogo sentado no banco de reservas, enquanto seu auxiliar orientava a equipe, e não foi à coletiva de imprensa.

— Coisa que nunca fui e nem vou ser é covarde. Bem pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Que fique bem esclarecido. Pode ter certeza que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações. Não é por que deixei lá, estou com coisa na garganta, abaixo de remédio. Hoje mesmo estão vendo como estou. Hoje ganhando de 3 a 0, o Gabeira foi para beira do campo para eu poupar a garganta e o médico me deu remédio — afirmou o técnico.



Na Sul-Americana, o Vasco teve chance de terminar a fase na primeira colocação do Grupo G, mas, além de vencer, precisava de uma combinação de resultados que não ocorreu. Desse modo, o clube terá de jogar os playoffs, uma espécie de repescagem, para alcançar a próxima fase do torneio.

Questionado quanto à possibilidade de ter utilizado titulares, em outras partidas, Renato reforçou que a prioridade do clube é o Campeonato Brasileiro.

— Poderíamos hoje estar classificados em primeiro lugar na Sul-Americana com 12, 13, 14, 15 pontos no Brasileiro. Aí seria o contrário: "por que não deixou a Sul-Americana de lado e pensou no Brasileiro?". Não dá para agradar todo mundo. Mas poderia me perguntar porque jogou o time do Brasileiro. Hoje jogou em casa, não teve tanto desgaste de viagem. Jogamos no final de semana contra o Bragantino (aqui), hoje e o de domingo. Hoje era uma decisão, porque poderíamos ficar fora. E se ganhasse, poderia ficar com o primeiro lugar. Importante foi avançar para a próxima fase. Ah, tem mais dois jogos. Faz parte.

O Vasco volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Os playoffs da Sul-Americana serão disputados depois da folga da Copa do Mundo.

Veja outras respostas do treinador:

Classificação na Sul-Americana

- Quando tomo decisões procuro tomar as melhores decisões a favor do clube. Nem sempre dá certo. Mas a gente vai errar, somos humanos. Se foi erro ou acerto, não vou entrar nos detalhes. Importante hoje foi a vitória, conquistar a confiança dos jogadores. Passamos para a próxima fase em segundo, mas passamos. Os outros jogadores tmabém passaram em segundo. O Vasco está em três competições. O Vasco está em outra fase da Copa do Brasil, Sul-Americana, e poderíamos estar melhor no Brasileiro, mas não estamos mal não.

- Estamos ali. Com o grupo que estamos, reduzido. Grupo que cheguei com 1 ponto no Brasileiro. Hoje está lá embaixo mas com uma ou duas vitórias está lá em cima. Brasileiro é assim, perde duas, perde posição. Ganha, vai lá para cima. Sem ter tido tempo. O torcedor tem direito de protestar, como fez hoje sem violência. Torcedor é paixão. Está sofrendo porque não ganhamos o último jogo. É assim. No futebol tudo é vitória. O mais importante é o torcedor comparecer domingo em São Januário, a gente tem um jogo difícil no Brasileiro. Com o apoio da torcida é meio caminho andado. O torcedor tem que comparecer e incentivar os jogadores.

Ausência na coletiva de imprensa

- Eu falei para vocês que nosso grupo é reduzido. Nós temos 24 jogadores, praticamente 3 da base. Estamos disputando 3 competições. Não é problema meu mas dou exemplo de outros grandes clubes que poupam, e grandes clubes que tem 2, 3 times. O esclarecimento que vou fazer. A Sul-Americana é mais importante que o Campeonato Brasileiro? Será que se eu colocasse, já tenho um grupo reduzido, para jogar (com titulares) em todos os jogos da Sul-Americana eu ia cansar os jogadores, alguns poderiam se machucar. E o Brasileiro? Quando cheguei aqui o Vasco tinha 1 ponto, hoje tem 20. Disputei 39 pontos com esse grupo. Este grupo conquistou 19, a maior parte contra equipes da parte de cima. Não decido sozinho no clube. Converso com as pessoas, as pessoas me ajudam. Não tomo decisão sozinho. Quando tomo decisão sou respaldado. É muito fácil o treinador chegar aqui e ser coronel. Não. Eu sou do diálogo, eu peço opinião. Poderíamos hoje estar classificados em primeiro lugar na Sul-Americana com 12, 13, 14, 15 pontos no Brasileiro. Aí seria o contrário: "por que não deixou a Sul-Americana de lado e pensou no Brasileiro?". Não dá para agradar todo mundo.

- Mas poderia me perguntar porque jogou o time do Brasileiro. Hoje jogou em casa, não teve tanto desgaste de viagem. Jogamos no final de semana contra o Bragantino (aqui), hoje e o de domingo. Hoje era uma decisão, porque poderíamos ficar fora. E se ganhasse, poderia ficar com o primeiro lugar. Importante foi avançar para a próxima fase. Ah, tem mais dois jogos. Faz parte. Oito time vão ter que jogar. (Tosse). Estou assim há mais de três anos. Quando saí da área técnica, hoje saí de novo, estava 3 a 0, por causa da minha garganta. Se alguém pensar um dia que o Renato foi ou é covarde, esse alguém tem que estudar melhor a vida dele porque a vida dele está muito para baixo. Coisa que nunca fui e nem vou ser é covarde. Bem pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Que fique bem esclarecido. Pode ter certeza que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações. Não é por que deixei lá, estou com coisa na garganta, abaixo de remédio. Hoje mesmo estão vendo como estou. Hoje ganhando de 3 a 0, o Gabeira foi para beira do campo para eu poupar a garganta e o médico me deu remédio. É muito fácil a pessoa falar isso. Jogar no ventilador e todo mundo acha que aquilo. Eu tenho as informações, vocês não tem. Durante o jogo, eu faço uma substituição poupo ou tiro jogador. Ninguém espera o fim do jogo, a hora de vocês é agora, para perguntar por que fez isso ou aquilo. É muito fácil durante o jogo ter a crítica e aqui pedir explicação. "Eu pensei isso" O problema de algumas é esse.

Cobrança de pênalti do Brenner

-O Brenner, a gente precisa recuperar ele. É bom garoto, garoto que trabalha, não chegou à toa no grupo do Vasco. Tudo é confiança. Então hoje o jogo estava definido. Por que ele bateu o pênalti? Justamente pra ele readquirir essa confiança. Até porque o próprio torcedor pediu pra ele bater o pênalti pra ele fazer o gol e reconquistar a confiança. Infelizmente ele não fez o gol, mas faz parte. Não vou muito longe, o que está acontecendo com ele está acontecendo com o Sasha, lá no Bragantino. Eu acompanho nossos adversários, teve um pênalti há uma semana atrás que, no final do jogo, o jogo estava decidido, o Sasha foi bater porque estava há 3 meses sem fazer um gol, faz parte do futebol. Deram pra ele bater, e ele errou. Só erra quem está lá. A gente torce pro Brenner voltar a fazer gol. Ele é muito bom garoto, ele trabalha, ele escuta, dou bastante conselhos a ele. Daqui a pouco ele naturalmente vai fazer gol e vai voltar a ter a confiança do torcedor.

Desfalques

- O Zucarelo, eu não botei ele na lateral direita. Eu botei ele no lugar do Tchê Tchê, juntamente com o Nuno do lado direito. Eu sei que ele é meia lá na base, ele treina com a gente na meia também. Então hoje eu botei ele pra aquele lado, já que nós tínhamos um jogador a mais. Ele é um jogador que tem bastante saúde, tem um pra um, jogador que vai pra cima, tanto é que fez várias jogadas, perdeu algumas, passou outras. Eu não botei ele pra lateral direita, eu tentei botar mais um meia naquele setor pra construir, porque nós tínhamos que aproveitar ter um homem a mais, e também porque o Tchê Tchê tava com um cartão amarelo.

Utilização da base

- Essa pergunta eu vou explicar, mas você pode perguntar para os garotos da base como eu me preocupo com eles. Seja da defesa, do meio, vou conversar bastante, passar tranquilidade e corrigir alguns defeitos qu eles tem, o que é normal, porque eu também já tive a idade deles e todo mundo tem esses defeitos nessa idade, mas eles têm nos ajudado. O Bruno, por exemplo, último jogo ele estava no banco, ele não entrou pelas circunstâncias do que estava acontecendo. Hoje eu coloquei ele e é um jogador que tá voltando de lesão. Quando cheguei aqui, já estava machucado, três meses praticamente, agora que ele está voltando. Então eu perguntei se ele estava bem e se aguentava os 30 minutos e ele falou que estava bem, então soltei ele, porque ele vem treinando bem, mas é um jogador que tá voltando de lesão, e não é qualquer lesão, é um jogador que tem bastante estiramento, tenho todo tipo de cuidado com ele, aconselho ele bastante. Hoje ele entrou, fez o gol, estava impedido e tal, mas é um jogador que com certeza vai nos ajudar.

Avellar

- É um garoto que vem aproveitando as oportunidades. Cuiabano machucou, às vezes jogava, às vezes o Piton, mas é o que eu falo pra vocês, o garoto, que nem eu fiz hoje, tem que soltar aos poucos e quando o jogo está definido. Você não pode por quando o jogo está apertado, difícil, está perdendo, e jogar a responsabilidade para o garoto, porque o garoto tem um futuro muito grande e você não pode queimar o garoto. Então sempre tenho muito cuidado com os garotos por onde eu passo, porque eu já tive a idade deles e sei o quanto é importante ter a confiança do treinador e soltar os garotos na hora certa e não dar essa responsabilidade quando, muitas vezes, eles ainda não estão prontos.

Fonte: ge